Comissão de Meio Ambiente acompanha avanço das obras da ETE Luiz Rau
A visita teve início no auditório da Comusa, localizado no Parque Floresta Imperial, onde o diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti, apresentou à comitiva do Legislativo informações técnicas sobre o sistema de tratamento e distribuição de água e os projetos de saneamento previstos para o município. Conforme a Lei Federal nº 11.445/07, que atualiza o Marco Legal do Saneamento, a meta é que, até 2033, 90% da população tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. Estiveram presentes o presidente da Comam, Ricardo Ritter – Ica, o líder de governo Giovani Caju, o gerente das Comissões da Câmara, Júlio Cezar Soares, e o assessor parlamentar Dionata Bitencourt.
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Sobre o fornecimento de água, Chilanti explicou que, para manter toda a cidade abastecida, levando em consideração o relevo planialtimétrico, a Comusa possui 10 Estações de Bombeamento de Água Tratada, utilizadas para bombear a água até os reservatórios, além de 18 boosters, responsáveis por impulsionar a água de pontos mais baixos para pontos mais altos ou para grandes distâncias, vencendo os desníveis do terreno. O diretor relatou a força-tarefa realizada no último ano com o intuito de reduzir os vazamentos ao longo do sistema e as diversas intervenções promovidas pela autarquia, que geraram uma economia de cerca de R$ 26 milhões. Ele enfatizou a importância de os vereadores terem conhecimento do trabalho realizado pela Comusa para responder aos questionamentos da população.
Após a explanação, os vereadores seguiram até a Estação de Tratamento de Esgoto Bruto e às obras do emissário, executadas nas ruas Luiz Renner de Ávila e Carlos Afonso Braunger. Conforme o gestor, a instalação da nova tubulação integra um conjunto de intervenções que seguem em andamento na ETE Luiz Rau, onde também estão sendo executadas outras estruturas fundamentais para o funcionamento do sistema. A expectativa, segundo Chilanti, é de que as obras sejam concluídas em dezembro e que a operação tenha início em abril de 2027.
Segundo o diretor, a autarquia estuda, junto à Prefeitura, a efetivação de uma parceria público-privada para a execução de um projeto de tratamento para a bacia do arroio Pampa, uma vez que não há mais recursos do PAC disponíveis para esse tipo de obra — infraestrutura considerada fundamental para alcançar a meta de saneamento prevista no Marco Legal. A proposta deverá ser debatida em breve com os parlamentares.
O presidente da Comam, Ricardo Ritter – Ica, afirmou que vem acompanhando as melhorias realizadas no sistema de saneamento desde as intervenções no arroio Luiz Rau executadas durante as obras da Trensurb. Para ele, a expectativa é bastante otimista, considerando os pouco mais de 20% de execução da obra até o momento, mas a obra vai ao encontro do previsto na legislação e da crescente preocupação com o meio ambiente.
Já Giovani Caju ressaltou a grandiosidade da obra, que deverá impactar na melhoria da qualidade da água em toda a bacia do Rio dos Sinos, além do papel dos vereadores em fiscalizar a utilização dos recursos públicos e prestar contas à população.
Outra pauta da Comusa levada recentemente à Câmara é o apoio dos vereadores contra a proposta do Governo do Estado que prevê a concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada. Para isso, deverá ser criada uma Comissão Especial em Defesa da Não Privatização da Água de Novo Hamburgo.
O que são as comissões?
A Câmara conta com oito comissões permanentes, cada uma composta por três vereadores. Essas comissões analisam as proposições que tramitam pelo Legislativo. Também promovem estudos, pesquisas e investigações sobre temas de interesse público. A Lei Orgânica Municipal assegura aos representantes de entidades da sociedade civil o direito de participar das reuniões das comissões da Casa, podendo questionar seus integrantes. A Comissão de Meio Ambiente se reúne às quartas-feiras, às 11h20, no plenarinho Pedro Thön.