Vitalidade aborda Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe e reforça importância da imunização em Novo Hamburgo
Para esclarecer dúvidas da população, o programa recebeu a gerente da Vigilância em Saúde, Letícia Batista Dutra, e a coordenadora do setor de imunizações, Juliana Zavaski, que apresentaram dados atualizados e orientações sobre a campanha.
Segundo as profissionais, Novo Hamburgo já aplicou 17.810 doses da vacina contra a influenza em 2026, número considerado positivo para o início da campanha e superior ao registrado nos últimos três anos. Ainda assim, o município enfrenta o desafio de ampliar a cobertura vacinal e atingir a meta de 90% dos grupos prioritários, estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Atualmente, o público-alvo da campanha no município é de 99.726 pessoas. Entre os grupos prioritários estão crianças pequenas, idosos, gestantes, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores de áreas essenciais. A baixa adesão ao longo dos meses, após um aumento inicial na procura, é uma das principais preocupações das equipes de saúde.
De acordo com as especialistas, é comum que a população procure a vacina logo no início da campanha, mas, com o passar do tempo, surge uma falsa sensação de segurança, o que reduz a busca pela imunização. Esse comportamento, aliado à desinformação e à circulação de notícias falsas, contribui para o que os profissionais chamam de “hesitação vacinal”.
Outro ponto importante destacado no programa é a necessidade de vacinação anual. A vacina contra a gripe é atualizada todos os anos para proteger contra as cepas do vírus com maior circulação, já que o vírus da influenza sofre mutações constantes e a proteção diminui com o tempo. A dose aplicada em 2026 protege contra três tipos principais de vírus, ampliando a eficácia da imunização (H1N1, H3N2 e Influenza B).
As entrevistadas também reforçaram que a vacina não causa gripe — um dos mitos mais comuns. Por ser produzida com vírus inativados, ela é segura e não tem capacidade de provocar a doença. Em contrapartida, a não vacinação pode levar a complicações graves, como pneumonias, insuficiência respiratória e até óbito, especialmente em pessoas mais vulneráveis. Segundo as profissionais, em 2025, foram morte em Novo Hamburgo em decorrência da gripe.
O programa também abordou o impacto direto da baixa cobertura vacinal. “Quando os índices ficam abaixo do recomendado, há aumento na circulação de vírus e maior risco de surtos de doenças, além da sobrecarga dos serviços de saúde. Esse cenário compromete a chamada imunidade coletiva, essencial para proteger toda a população”, reforçaram as entrevistadas.
Em Novo Hamburgo, a vacinação segue disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde na maioria das unidades de saúde do município, além da Casa de Vacina. A campanha para os grupos prioritários ocorre até o dia 30 de maio ou enquanto durarem os estoques, podendo ser ampliada posteriormente para a população em geral.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima e mantenha a caderneta de vacinação atualizada. Além da vacina contra a gripe, o SUS disponibiliza diversos outros imunizantes importantes, que muitas vezes são negligenciados, especialmente entre adultos.
Ao final do programa, as profissionais reforçaram que a vacinação é uma decisão individual com impacto coletivo. “Manter a imunização em dia contribui para reduzir a circulação de doenças, proteger pessoas mais vulneráveis e evitar o retorno de enfermidades já controladas”, explicaram.
O episódio completo do Vitalidade pode ser assistido pelo canal 16 da Claro e também no YouTube, no canal oficial da TV Câmara de Novo Hamburgo.
Assista ao Vitalidade na íntegra