Vereadores cobram convocação de novos policiais militares
“A situação atual impacta diretamente a capacidade operacional da instituição, refletindo na baixa disponibilidade de policiamento em diversas regiões do estado. A convocação dos aprovados representa uma medida importante para contribuir com a redução da defasagem no efetivo da corporação, fortalecendo as ações de segurança pública e beneficiando diretamente a população gaúcha”, defendem os proponentes.
Da tribuna, Daia Hanich ressaltou a urgência da demanda. “A população e os empresários precisam se sentir protegidos. A segurança pública não pode mais esperar".
Eliton Ávila destacou a realidade no estado. “A segurança segue crítica. Falta patrulhamento, inclusive nas escolas da rede estadual, e isso se reflete em casos de violência. Com mais efetivo, é possível ampliar a presença policial".
Enio Brizola (PT) apoiou a iniciativa. “Hoje é difícil encontrar viaturas, especialmente à noite, em diferentes pontos da cidade".
Professora Luciana Martins (PT) defendeu o debate ampliado. “A segurança é responsabilidade do Estado. A Guarda Municipal já está sobrecarregada, e a falta de investimento impacta diretamente os municípios".
Giovani Caju (PP) reforçou a necessidade de efetivo e mudanças legais. “É preciso endurecer as leis. A criminalidade tem dificultado até a rotina do comércio".
Deza Guerreiro (PP) destacou a importância da medida. “É fundamental reforçar os recursos humanos na segurança pública".
Para fortalecer a proposta, os vereadores Cristiano Coller, Deza Guerreiro, Enio Brizola, Giovani Caju, Ito Luciano, Juliano Souto, Professora Luciana Martins e Ricardo Ritter (Ica) assinaram a proposição.
Aprovada em turno único, a Moção nº 21/2026 será enviada ao governador Eduardo Leite e ao comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Pereira.
O que é uma moção?
A Câmara se manifesta sobre determinados assuntos – aplaudindo ou repudiando ações, por exemplo – por meio de moções. Esses documentos são apreciados em votação única e, caso sejam aprovados, cópias são enviadas às pessoas envolvidas. Por exemplo, uma moção louvando a apresentação de um projeto determinado no Senado pode ser enviada ao autor da proposição e ao presidente daquela casa legislativa.