Simers critica atuação de guarda e alerta para hostilidade contra médicos
Matias explicou os critérios de prioridade no atendimento e defendeu as ações da Secretaria de Saúde de Novo Hamburgo para aprimorar o atendimento e a segurança nas UPAs. Segundo ele, o encaminhamento de pacientes de baixa urgência para as unidades básicas de saúde (UBSs) deverá desafogar as unidades de pronto atendimento.
O presidente garantiu que o sindicato sempre defendeu a presença de guardas municipais nas unidades de saúde, mas considerou inadequada a atuação do agente envolvido no incidente. “A função da Guarda não é avaliar o atendimento, mas garantir a segurança do local”, afirmou. Ele acrescentou que a entidade ingressará com ação cível e criminal contra o agente e deverá cobrar a abertura de processo administrativo contra o servidor por abuso de poder e lesões corporais.
Para o médico, a postura de parlamentares que publicam vídeos expondo profissionais e pacientes, supostamente em busca de engajamento, contribui para um ambiente de trabalho hostil e aumenta a animosidade contra a categoria.
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Em contraponto à fala do presidente do Simers, o diretor da Guarda Municipal, Emerson Ednei Lopes, defendeu a formação da corporação e alegou que houve desacato por parte do médico. Lopes, que relatou ter atuado por três anos na UPA Canudos, destacou as dificuldades de um único profissional da Guarda garantir a segurança em um espaço onde circulam diariamente mais de mil pessoas.
Na avaliação do gestor, é muito oneroso para o Município formar um agente para deixá-lo fixo em uma unidade de saúde. “Deveríamos estar discutindo as boas práticas entre as duas categorias”, ressaltou o diretor.
Eliton Ávila (Podemos), secretário da Cosde, avaliou que é preciso ouvir os dois lados e cobrar também dos médicos o cumprimento de horários.
Citado pelo presidente do Simers, o relator Joelson de Araújo (Republicanos) fez diversos questionamentos ao sindicalista e levantou a hipótese de um possível boicote no atendimento a pacientes levados pela Guarda Municipal. O presidente da comissão, Ico Heming (Podemos), também fez indagações sobre o atendimento a vítimas de violência e os horários de intervalo durante os plantões.
Matias explicou que a prioridade no atendimento segue os critérios do Sistema Manchester de Classificação de Risco, feito pela equipe de enfermagem. Ele defendeu que os médicos não têm a obrigação de realizar exame de corpo de delito, atribuição que, segundo ele, cabe ao Departamento Médico Legal do Estado. Também esclareceu a diferença entre o Simers e o Conselho Regional de Medicina (Cremers), responsável pela fiscalização da atuação médica.
Acompanhando a reunião, a vereadora Professora Luciana Martins (PT) apresentou a resposta a um requerimento enviado ao Executivo sobre a inexistência de protocolos definidos para a atuação de agentes de segurança nas unidades de saúde. Por fim, convidou os representantes do Simers para uma audiência pública, a ser realizada pela Comissão de Direitos Humanos (Codir), com o objetivo de debater os problemas da saúde no município.
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O que são as comissões?
A Câmara conta com oito comissões permanentes, cada uma composta por três vereadores. Essas comissões analisam as proposições que tramitam pelo Legislativo. Também promovem estudos, pesquisas e investigações sobre temas de interesse público. A Lei Orgânica Municipal assegura aos representantes de entidades da sociedade civil o direito de participar das reuniões das comissões da Casa, podendo questionar seus integrantes. A Cosde se reúne semanalmente às segundas-feiras, às 11h20, no Plenarinho Pedro Thön, no andar térreo do Palácio 5 de Abril.