Moção pede extensão do reajuste salarial aos servidores da Fundação de Saúde

por Luís Francisco Caselani última modificação 06/05/2026 20h32
06/05/2026 – Na última segunda-feira, 4, os vereadores hamburguenses ratificaram a revisão dos salários e do auxílio-alimentação pagos aos servidores da Comusa, Ipasem e Prefeitura. Nesta quarta, 6, os parlamentares aprovaram por unanimidade uma moção de apelo para que os mesmos índices sejam estendidos aos profissionais da Fundação de Saúde (FSNH). “A isonomia, o reconhecimento e a valorização entre os diversos quadros do serviço público devem orientar as políticas de gestão de pessoas”, defende Enio Brizola (PT), autor do documento.
Moção pede extensão do reajuste salarial aos servidores da Fundação de Saúde

Foto: Jaime Freitas/CMNH

Os projetos aprovados na segunda-feira reajustaram os vencimentos do funcionalismo em 4,14%, acompanhando a inflação do último ano, e elevaram o auxílio-alimentação de R$ 420,91 para R$ 880,00 (um ganho de 109,1%). A Moção nº 28/2026 pede agora que o prefeito Gustavo Finck estabeleça diálogo com a direção da FSNH para que seus servidores sejam contemplados com os mesmos percentuais. A entidade é responsável pela gestão do Hospital Municipal e de outras 18 unidades de saúde.

Os servidores da Fundação enfrentam igualmente os impactos da inflação, do aumento do custo de vida e da elevação dos preços de itens básicos, como alimentação, transporte e moradia. Não se mostra razoável conceder reajustes apenas a uma parcela do funcionalismo, deixando de contemplar trabalhadores igualmente comprometidos com a prestação de serviços essenciais à comunidade. A valorização dos profissionais da saúde é medida indispensável para garantir melhores condições de trabalho, retenção de servidores qualificados e continuidade de um atendimento digno e eficiente à população”, salientou Brizola, que relembrou a intensa dedicação dos servidores durante a pandemia.

Não podemos só considerá-los nossos heróis nos momentos difíceis. Precisamos valorizá-los e reconhecê-los diariamente. Essa categoria de trabalhadores precisa ter no mínimo essa reposição, ainda que insuficiente para cobrir a defasagem salarial acumulada ao longo dos anos”, frisou o proponente.

Apoio

Além de votarem pela aprovação, os vereadores Cristiano Coller (PP), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos) e Professora Luciana Martins (PT) solicitaram a inclusão de suas assinaturas no texto da moção. Todos receberem um auxílio de 880 reais é oferecer acesso a uma alimentação melhor e é também movimentar a economia da cidade. Espero que os servidores consigam fechar o acordo com a direção”, destacou Luciana, que mencionou o alinhamento histórico entre Executivo e FSNH na concessão dos reajustes a seus servidores.

Joelson de Araújo parabenizou Enio Brizola pela elaboração da moção. Na última segunda-feira, o republicano foi o único vereador a votar contra o reajuste do auxílio-alimentação. O motivo foi a ausência de menção não apenas aos colaboradores da Fundação de Saúde, mas também aos funcionários da Comur e da Fenac. “Entendo ser outro sistema, mas o dinheiro vem todo do mesmo lugar. A Fundação de Saúde não pode ficar de fora. Mas acredito que haverá essa sensibilidade por parte da direção”, ponderou.

Em ofício, Gustavo Finck explicou a exclusão das instituições do texto do projeto de lei. “Essa situação decorre da natureza jurídica e do regime de pessoal dessas entidades, cujos empregados são regidos integralmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que demanda que os respectivos auxílios sejam pactuados mediante acordo coletivo”, resumiu.

O que é uma moção?

A Câmara se manifesta sobre determinados assuntos – aplaudindo ou repudiando ações, por exemplo – por meio de moções. Esses documentos são apreciados em votação única e, caso sejam aprovados, cópias são enviadas às pessoas envolvidas. Por exemplo, uma moção louvando a apresentação de um projeto determinado no Senado pode ser enviada ao autor da proposição e ao presidente daquela casa legislativa.

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