Moção pede extensão do reajuste salarial aos servidores da Fundação de Saúde
Os projetos aprovados na segunda-feira reajustaram os vencimentos do funcionalismo em 4,14%, acompanhando a inflação do último ano, e elevaram o auxílio-alimentação de R$ 420,91 para R$ 880,00 (um ganho de 109,1%). A Moção nº 28/2026 pede agora que o prefeito Gustavo Finck estabeleça diálogo com a direção da FSNH para que seus servidores sejam contemplados com os mesmos percentuais. A entidade é responsável pela gestão do Hospital Municipal e de outras 18 unidades de saúde.
“Os servidores da Fundação enfrentam igualmente os impactos da inflação, do aumento do custo de vida e da elevação dos preços de itens básicos, como alimentação, transporte e moradia. Não se mostra razoável conceder reajustes apenas a uma parcela do funcionalismo, deixando de contemplar trabalhadores igualmente comprometidos com a prestação de serviços essenciais à comunidade. A valorização dos profissionais da saúde é medida indispensável para garantir melhores condições de trabalho, retenção de servidores qualificados e continuidade de um atendimento digno e eficiente à população”, salientou Brizola, que relembrou a intensa dedicação dos servidores durante a pandemia.
“Não podemos só considerá-los nossos heróis nos momentos difíceis. Precisamos valorizá-los e reconhecê-los diariamente. Essa categoria de trabalhadores precisa ter no mínimo essa reposição, ainda que insuficiente para cobrir a defasagem salarial acumulada ao longo dos anos”, frisou o proponente.
Apoio
Além de votarem pela aprovação, os vereadores Cristiano Coller (PP), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos) e Professora Luciana Martins (PT) solicitaram a inclusão de suas assinaturas no texto da moção. “Todos receberem um auxílio de 880 reais é oferecer acesso a uma alimentação melhor e é também movimentar a economia da cidade. Espero que os servidores consigam fechar o acordo com a direção”, destacou Luciana, que mencionou o alinhamento histórico entre Executivo e FSNH na concessão dos reajustes a seus servidores.
Joelson de Araújo parabenizou Enio Brizola pela elaboração da moção. Na última segunda-feira, o republicano foi o único vereador a votar contra o reajuste do auxílio-alimentação. O motivo foi a ausência de menção não apenas aos colaboradores da Fundação de Saúde, mas também aos funcionários da Comur e da Fenac. “Entendo ser outro sistema, mas o dinheiro vem todo do mesmo lugar. A Fundação de Saúde não pode ficar de fora. Mas acredito que haverá essa sensibilidade por parte da direção”, ponderou.
Em ofício, Gustavo Finck explicou a exclusão das instituições do texto do projeto de lei. “Essa situação decorre da natureza jurídica e do regime de pessoal dessas entidades, cujos empregados são regidos integralmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que demanda que os respectivos auxílios sejam pactuados mediante acordo coletivo”, resumiu.
O que é uma moção?
A Câmara se manifesta sobre determinados assuntos – aplaudindo ou repudiando ações, por exemplo – por meio de moções. Esses documentos são apreciados em votação única e, caso sejam aprovados, cópias são enviadas às pessoas envolvidas. Por exemplo, uma moção louvando a apresentação de um projeto determinado no Senado pode ser enviada ao autor da proposição e ao presidente daquela casa legislativa.