1º/09/2026 - Esporotricose em Novo Hamburgo: qual suporte o município oferece?

por Luís Francisco Caselani última modificação 01/09/2026 19h11
1º/09/2026 - Esporotricose em Novo Hamburgo: qual suporte o município oferece?

Imagem: Reprodução/SBDRS

Casos de esporotricose voltam a repercutir em Novo Hamburgo, e o combate à propagação da doença é novamente tema de discussão nas redes sociais. A infecção, causada por fungos do gênero Sporothrix, pode afetar tanto animais, especialmente gatos, quanto seres humanos, e tem mobilizado o poder público e entidades ligadas à saúde e ao bem-estar animal no município desde o primeiro semestre de 2025.

Uma das principais vozes da política municipal na discussão sobre a esporotricose é a vereadora e protetora de animais Deza Guerreiro (PP). Ao longo de seu primeiro ano de mandato, a parlamentar levou o tema à tribuna da Câmara Municipal e cobrou do prefeito Gustavo Finck (PP) medidas para ampliar o acesso ao tratamento gratuito de animais diagnosticados com a doença.

Entre as iniciativas apresentadas por Deza está a Indicação nº 1.599, que solicita a aquisição de medicamentos veterinários para o combate à esporotricose no município, além de outras proposições com a mesma finalidade. As cobranças ocorreram em um período de intensas discussões sobre a doença e antecederam a criação do Programa Municipal de Combate à Esporotricose, que oferece tratamento gratuito para animais infectados.

Com o lançamento do programa, em agosto de 2025, a expectativa era ampliar o acesso à medicação e contribuir para o controle da doença e a recuperação dos animais infectados. No entanto, quase um ano depois, a persistência de novos casos levanta questionamentos sobre o alcance da iniciativa. Relatos de animais diagnosticados que não conseguem acessar ou dar continuidade ao tratamento oferecido gratuitamente apontam que, apesar da existência do programa, ainda há desafios para garantir que a medicação chegue a todos os animais que necessitam.

Quanto a isso, a diretora de Bem-Estar Animal, Greice Maciel, afirma que o município já destinou mais de 12 mil cápsulas de itraconazol para o tratamento da esporotricose e que mais de 500 animais foram atendidos pelo programa. Segundo ela, a demanda pelo medicamento também tem aumentado a cada mês.

Saúde pública e bem-estar animal

Recentemente, um caso de uma mulher infectada por esporotricose repercutiu nas redes sociais e evidenciou que, mais do que nunca, o tema não é um desafio exclusivo da causa animal, e sim uma questão que impacta diretamente a cidade.

A secretária de Saúde, Betina Espindula, afirma que reconhece a esporotricose como uma questão que envolve tanto o bem-estar animal quanto a saúde pública, e considera o potencial de transmissão da doença dos felinos para os seres humanos. Por isso, entende que o enfrentamento da doença exige uma atuação integrada entre os serviços de saúde, as políticas de proteção e bem-estar animal e a conscientização da população.

“Nosso compromisso é fortalecer a vigilância, a orientação e as ações de prevenção, garantindo o cuidado adequado às pessoas e contribuindo para o controle da doença no município”, concluiu.

Para solicitar a medicação gratuita destinada ao tratamento da doença, os tutores podem entrar em contato diretamente com a Diretoria de Bem-Estar Animal pelo telefone (51) 99807-6436 ou comparecer ao 6º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry.

* Texto de Misael Montserrat, estagiário de jornalismo no gabinete da vereadora Deza Guerreiro.

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