07/12/2018 - Vereador Nor Boeno esclarece dúvidas da comunidade com o secretário de Saúde

por Luís Francisco Caselani última modificação 07/12/2018 08h09

Há mais de uma semana, Novo Hamburgo encontra-se em situação de emergência devido à falta de repasses do governo do Estado para a Saúde: o montante chega a R$ 9 milhões, segundo a Prefeitura. Enquanto isso, serviços prestados pelo Município foram reduzidos. Para saber os detalhes da situação, o vereador Nor Boeno (PT) esteve na última quinta-feira, 6 de dezembro, com o secretário de Saúde, Naasom Luciano, no Centro Administrativo Leopoldo Petry. Além do atraso nos repasses, a saída de médicos cubanos e a contratação de novos profissionais estiveram na pauta da conversa.

De acordo com Naasom, 21 médicos cubanos saíram de Novo Hamburgo. "A previsão é de que outros 22 venham para o Município", anunciou o secretário. "Eles já estão chegando à cidade", informou. Ainda segundo ele, 14 de dezembro é o prazo para que todos os médicos selecionados pelo Ministério Público se apresentem ao Município.

Situação de emergência na saúde 

Durante 120 dias, será priorizado o atendimento a casos de urgência e emergência e a pacientes residentes na cidade no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) localizadas no Centro e no bairro Canudos seguem a mesma restrição nos atendimentos.  

Nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), serão feitas somente consultas clínicas, sem encaminhamentos para exames eletivos e laboratoriais.

Ao ser questionado sobre exames e cirurgias já agendadas, o titular da pasta informou que a situação de emergência decretada pelo Município não afetará quem já encaminhou a documentação. "Apenas novas agendas de exames e cirurgias serão afetadas", esclareceu o secretário. Consultas pediátricas e gestacionais seguirão sendo realizadas. A alta complexabilidade e a oncologia permanecem inalteradas, por se tratarem de serviços prestados com repasses do Governo Federal.

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