05/02/2026 - Vereadora Deza Guerreiro veste luto na primeira sessão ordinária do ano em protesto contra a violência contra mulheres e animais
A primeira sessão ordinária de 2026 marcou não apenas a retomada das atividades parlamentares da Câmara Municipal de Novo Hamburgo, mas também o debate de temas recentes. A vereadora e ativista da causa animal Deza Guerreiro (PP) abordou os 11 casos de feminicídios registrados em janeiro, e correlacionou com o crime de violência contra o cão comunitário Orelha, que ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais.
Ao ocupar a tribuna, Deza afirmou que gostaria de iniciar a primeira sessão do ano tratando de temas mais leves, mas destacou que o momento é de luto diante das recentes vítimas de violência contra mulheres e animais. “Hoje eu vim de preto. Hoje eu estou de luto por todas as mulheres. Luto por todos os animais que foram massacrados. As mulheres mortas por feminicídio e os animais por brutalidade”, declarou.
Em sua fala, a parlamentar relacionou os casos de feminicídio e o crime contra o cão Orelha como expressões de uma mesma violência, na qual o agressor se coloca em posição de poder e se vê no direito de agredir e matar. A vereadora também destacou a chamada Teoria do Elo, que aponta que a violência contra animais não é um fato isolado, mas um importante indicador de comportamentos agressivos que tendem a se repetir contra pessoas, especialmente mulheres, crianças e idosos, sendo frequentemente utilizada como forma de controle, coerção e intimidação no ambiente doméstico.
“A Teoria do Elo explica que, quando se começa maltratando animais, a violência tende a se estender a crianças, idosos e à própria companheira”, pontuou Deza Guerreiro.
Ao final de sua manifestação, a vereadora reforçou a necessidade de ações mais concretas contra a violência de pessoas e animais no país e também reforçou os conceitos da teoria do Elo no combate a esse tipo de violência. “Desde cedo meninos aprendem que sentir é fraqueza, que empatia é coisa de mulher e ser homem é dominar, controlar e agredir. A teoria do Elo nos mostra que não podemos ignorar nenhum ato de violência”, concluiu.
Texto de Misael Barboza, estagiário de Jornalismo.