Rua no bairro Roselândia passa a se chamar Walter Hugo Heidrich
De acordo com o texto, a via, anteriormente identificada como rua 1, inicia na rua Adolfo Spindler e segue em direção leste até a rua João Sílvio Correa, ocupando os quadrantes B/9 do mapa da cidade. A nova placa denominativa deverá conter os dizeres Rua “Walter Hugo Heidrich”.
A homenagem reconhece a trajetória de Walter Hugo Heidrich (1914–2010), figura emblemática do comércio hamburguense. Nascido em Montenegro, mudou-se para Novo Hamburgo aos 12 anos, onde iniciou sua trajetória profissional na loja A Hamburguesa, que mais tarde se tornaria a tradicional Casa Floriano, fundada em 1925.
Felipe destaca na justificativa do projeto que Heidrich dedicou 60 anos de sua vida ao empreendimento, transformando-o em um dos comércios mais conhecidos do Vale do Sinos. “A Casa Floriano atraía clientes de todo o Vale do Rio dos Sinos, e o carisma e a grande disposição de servir de Walter Hugo Heidrich – “seu Walter” ou “sr. Heidrich”, como era chamado por funcionários, colegas e clientes deixaram marcas e gratas lembranças em todos que por ali passaram. Foi mais que uma loja: tornou-se uma tradição do comércio hamburguense durante cerca de sete décadas, parte integrante da história e do folclore de Novo Hamburgo”, lembrou o parlamentar.
A Casa Floriano também marcou época por ser a primeira loja de Novo Hamburgo a empregar mulheres, um gesto pioneiro e inspirador à época. O estabelecimento chegou a ser visitado e elogiado por Getúlio Vargas e Borges de Medeiros, impressionados com suas vitrines durante visitas oficiais à cidade.
Além de empresário, Walter atuou como colaborador em entidades locais, como o Conselho de Pais e Mestres do Colégio Oswaldo Cruz, a Comunidade Luterana Ascensão e o Esporte Clube Floriano (atual Esporte Clube Novo Hamburgo). Casado com Lori Heidrich, com quem teve cinco filhos, o homenageado faleceu em 2010, aos 95 anos. 
Compuseram a tribuna de honra para acompanhar a votação do projeto familiares do homenageado: o filho Walter Ronald Heidrich; as filhas Ana Maria dos Santos, Margareth Heidrich Bisol e Andrea Heidrich Thöen; além do neto Daniel José dos Santos. “Um logradouro, uma rua, é uma forma de eternizar o nome de uma pessoa que, como o pai e avô de vocês, ajudou no desenvolvimento de um município. Agradecemos enquanto poder público. Fico feliz em fazer esse reconhecimento e deixar o nome do Walter registrado na história de Novo Hamburgo”, ressaltou Felipe da tribuna.
Professora Luciana Martins (PT) rememorou a época na qual a sua família comprava na Casa Floriano. “É fundamental que deixemos a nossa história registrada em todos os espaços da cidade”, afirmou a parlamentar. Ito Luciano (Podemos) lembrou que seu vínculo com a Casa Floriano se faz porque sua tia trabalhou muitos anos no estabelecimento. “Homenagem a uma pessoa muito merecedora”, afirmou. Ricardo Ritter – Ica (MDB) também parabenizou o colega tucano pela homenagem em forma de projeto.
Filha de Walter Hugo Heidrich, Margareth Heidrich Bisol usou a tribuna para agradecer o reconhecimento. “Estou feliz e honrada pela iniciativa. O meu pai fez parte da história de Novo Hamburgo e nada melhor que um historiador para eternizá-la. Ele foi um grande homem, um grande pai. Eu sempre sonhei com este momento que vocês estão permitindo concretizar hoje. A história tem de ser registrada. E o pai contribuiu com sua garra, alegria e simplicidade. A rua foi muito bem escolhida, a caminho de um templo turístico. A acolhida de vocês superou minhas expectativas, muito obrigada”, disse emocionada.
O projeto retorna à pauta na sessão desta quarta-feira, 29, para segunda votação, antes de seguir para sanção do Executivo.
A aprovação em primeiro turno
Na Câmara de Novo Hamburgo, os projetos são sempre apreciados em plenário duas vezes. Um dos objetivos é tornar o processo (que se inicia com a leitura da proposta no Expediente, quando começa sua tramitação) ainda mais transparente. O resultado que vale de fato é o da segunda votação, geralmente realizada na sessão seguinte. Assim, um projeto pode ser aprovado em primeiro turno e rejeitado em segundo – ou vice-versa.