Recreacionistas cobram adesão ao plano de carreira do magistério

por Luís Francisco Caselani última modificação 16/09/2026 19h03
16/09/2026 – Sancionada em janeiro, a Lei Federal nº 15.326/2026 passou a reconhecer como professores da educação infantil todos os servidores públicos formados em magistério ou cursos de nível superior que exerçam funções docentes junto a crianças, independentemente do nome do cargo que ocupam. No mês seguinte, a Câmara de Novo Hamburgo aprovou uma moção de apelo à Prefeitura solicitando a imediata aplicação da norma. Passado mais de meio ano, um grupo de 12 recreacionistas ainda aguarda adequação salarial e a incorporação ao plano de carreira do magistério. Nesta quarta-feira, 16, duas profissionais reuniram-se com vereadores para reforçar o pleito.
Recreacionistas cobram adesão ao plano de carreira do magistério

Foto: Maíra Kiefer/CMNH

Em conversa no Plenarinho Pedro Thön, Débora Neres e Rita de Cássia Ribas entregaram um documento em nome das colegas e reiteraram a importância da pauta. As servidoras explicaram que o grupo já se reuniu com o prefeito Gustavo Finck para apresentar a reivindicação, mas ainda aguardam o envio de um projeto de lei que promova o reconhecimento e a valorização da categoria. Elas pedem agora o apoio dos parlamentares na interlocução com o Executivo.

Essa legislação não cria privilégios. Ao contrário, promove justiça, coerência e reconhecimento profissional, corrigindo uma situação que há tantos anos persiste no chão da escola: profissionais que exercem efetivamente funções docentes e contribuem diretamente para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças, mas que ainda permanecem invisibilizadas pelo atual enquadramento funcional”, sustenta o documento.

Saiba mais: Vereadores pedem cumprimento de lei federal que valoriza profissionais da educação infantil

A reunião, solicitada por Professora Luciana Martins (PT), ocorreu logo após a votação das matérias constantes na ordem do dia da sessão plenária desta quarta-feira. Além da petista, estiveram presentes os vereadores Cristiano Coller (PP), Daia Hanich (MDB), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB) e Nor Boeno (MDB). “Não desistam da nossa causa. Nós nos sentimos injustiçadas, mas nem por isso deixamos de fazer o nosso trabalho como professoras, que é o que somos”, suplicou Rita. “Somos 12 professoras exercendo a função, mas sem sermos reconhecidas”, acrescentou Débora.