Projetos nomeiam ruas em homenagem a policiais mortos em tiroteio em 2024
Protocolados no final de agosto, os projetos de lei já contam com parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (Cojur) e aguardam a definição de datas para suas duas votações em plenário. Se aprovadas, as matérias batizarão duas vias públicas do processo de regularização fundiária da Vila Palmeira. A rua nova 6 homenageará Rodrigo Weber Volz, enquanto a rua nova 7 levará o nome de Everton Raniere Kirsch Jr.
Rodrigo
Natural de Novo Hamburgo, Volz ingressou na Brigada Militar em 2014. Conforme Cristiano Coller, sua escolha pela carreira policial esteve ligada, entre outros fatores, à influência de sua família paterna. O convívio com tios e primos integrantes das forças militares teria despertado seu interesse pela segurança pública. “A atividade policial passou a constituir uma parte fundamental de sua trajetória, pautada pelos princípios inerentes à profissão”, pontua o vereador.
Apesar de já integrado à corporação, Volz deu continuidade a sua formação acadêmica, concluindo bacharelado em administração. “Mais uma etapa de seu desenvolvimento pessoal e profissional, demonstrando seu compromisso com o aprimoramento e a busca constante por conhecimento”, avalia Coller, que relata uma trajetória de devoção não apenas à profissão, mas também aos amigos e familiares. Em especial, à esposa Aleíssa. “Reconhecido por sua responsabilidade, disciplina, comprometimento e respeito às obrigações assumidas, desempenhou seus diferentes papéis com dedicação e seriedade”, conta o vereador.
Acionado para atender à ocorrência na noite do dia 22 de outubro de 2024, Volz foi atingido por três disparos. Permaneceu internado no Hospital Municipal sob cuidado intensivo, mas não resistiu. Ele tinha 31 anos.
Leia na íntegra o PL nº 107/2026.
Everton
Também nascido em Novo Hamburgo, Kirsch deu início a sua trajetória na Brigada Militar em 2018. Formado em direito pela Universidade Feevale, destacou-se pelo conhecimento em língua brasileira de sinais. Para o autor Cristiano Coller, um exemplo de sua sensibilidade e compromisso com a inclusão. “Aprendeu por iniciativa própria por entender que a comunicação acessível era fundamental para garantir um atendimento mais humanizado à população”, afirma o vereador. Sua busca por uma atuação acolhedora gerou inclusive reconhecimentos internos da própria corporação.
Membro da guarnição designada para solucionar a ocorrência no bairro Ouro Branco, Kirsch foi um dos policiais recebidos a tiros por um dos moradores da residência. Atingido com um disparo na cabeça, ele morreu no local. Aos 31 anos, deixou esposa e um filho de 45 dias. “A denominação da via constitui uma forma de preservar sua memória e prestar reconhecimento à sua família e à Brigada Militar, para que seu nome e sua história sejam lembrados pelas futuras gerações. Um legado que ultrapassa sua atuação profissional. Uma história marcada por coragem, solidariedade, dedicação, humanidade e compromisso com a comunidade, valores que justificam este reconhecimento público”, argumenta Coller.
Leia na íntegra o PL nº 108/2026.
Tramitação dos projetos
Quando um projeto é protocolado na Câmara, a proposição é inicialmente analisada pelo Setor de Apoio Legislativo. Se estiver de acordo com a Lei Federal Complementar nº 95, que dispõe sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis, e não faltar nenhum documento necessário, a matéria é devidamente numerada e publicada no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), onde pode ser acessada por qualquer pessoa.
Posteriormente, sua ementa é lida em plenário durante o expediente da sessão. De lá, é encaminhada à Diretoria Legislativa para a definição de quais comissões permanentes deverão analisá-la, de acordo com a temática abordada. O texto segue, então, à Procuradoria-Geral da Casa e à Gerência de Comissões. Serão os próprios vereadores, dentro das comissões, que decidirão quais projetos poderão ser levados à votação em plenário.