Projeto propõe nome de Almiro Pereira Lopes para escadaria no Santo Afonso
Para Joelson de Araújo, a denominação preserva a memória de uma pessoa cuja atuação esteve diretamente ligada à comunidade e ao acesso que continua sendo utilizado pelos moradores.
Nascido em 11 de março de 1909, em Guaíba, Almiro Pereira Lopes construiu sua vida marcada pelo trabalho, pela família e pela participação comunitária. Morou em Sapucaia do Sul antes de se mudar para Novo Hamburgo, onde residiu nos bairros Liberdade e Santo Afonso e, posteriormente, na Vila Kroeff. Foi pai de cinco filhos e trabalhou no porto de Porto Alegre até se aposentar.
Almiro era conhecido pela simplicidade, generosidade e disposição para ajudar. Gostava de escrever versos e rimas e também contribuía voluntariamente para a limpeza e conservação das ruas da comunidade, utilizando uma enxada para capinar e mantendo os caminhos mais acessíveis aos moradores.
Entre suas ações, está a abertura e manutenção de um acesso entre a região da rua Santa Clara e a rua Itaperuna. Antes da existência do caminho, os moradores precisavam fazer um trajeto mais longo para chegar a locais como o Supermercado Santa Clara, o cemitério e estabelecimentos comerciais da região.
Com uma pequena enxada, Almiro abria e mantinha degraus no barranco, criando uma passagem utilizada por trabalhadores, estudantes, idosos e outros moradores. O trabalho era realizado de forma voluntária e facilitava o deslocamento da comunidade.
Tramitação dos projetos
Quando um projeto é protocolado na Câmara, a proposição é inicialmente analisada pelo Setor de Apoio Legislativo. Se estiver de acordo com a Lei Complementar Federal nº 95, que dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis, e não faltar nenhum documento necessário, a matéria é devidamente numerada e publicada no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), onde pode ser consultada por qualquer pessoa.
Posteriormente, sua ementa é lida em Plenário durante o expediente da sessão. Em seguida, a matéria é encaminhada à Diretoria Legislativa, que define quais comissões permanentes deverão analisá-la, de acordo com o tema abordado. O texto segue, então, para a Procuradoria-Geral da Casa e para a Gerência de Comissões.
Nas comissões, os próprios vereadores analisam as proposições e deliberam sobre seu prosseguimento. Após a tramitação nas comissões competentes, os projetos que estiverem aptos seguem para votação em Plenário, conforme as regras regimentais.