Liga Hamburguense de Handebol atende cerca de 180 alunos e possibilita participação em Campeonato Brasileiro em Maceió

por Maíra Kiefer — última modificação 28/09/2026 19h58
28/09/2026 – Um mês após retornar do Campeonato Brasileiro de Clubes Infantil Feminino, realizado em Maceió, o coordenador técnico da Liga Hamburguense de Handebol, Renato Arena, fez um balanço do trabalho realizado pela entidade, que atende alunos no contraturno escolar há 23 anos. A convite do vereador Ito Luciano (Podemos), o professor aposentado explicou, durante a sessão plenária desta segunda-feira, 28, que crianças e adolescentes de 8 a 16 anos em situação de vulnerabilidade econômica aprendem o esporte e o utilizam como ferramenta de inclusão social.
Liga Hamburguense de Handebol atende cerca de 180 alunos e possibilita participação em Campeonato Brasileiro em Maceió

Crédito: Daniele Souza/CMNH

Instalada há 10 anos no bairro Canudos, na rua Columbia, nº 264, a entidade atende também moradores dos bairros Rondônia, Santo Afonso, Kephas, São Jorge, Operário, Rincão e Liberdade. Além da proposta voltada à área social, que contempla mais de 180 inscritos, o grupo desenvolve o Projeto Handebol Esporte de Rendimento, responsável pela capacitação das atletas que participaram do evento esportivo realizado em Alagoas. Renato disse que os pais, familiares e amigos das jovens foram responsáveis por possibilitar a viagem das estudantes, ao se mobilizarem na venda de rifas e na arrecadação de recursos que permitiram o embarque das 16 meninas classificadas para o evento esportivo. Desse total, oito delas sequer tinham saído do Estado do Rio Grande do Sul, comentou Renato, reforçando o quanto o esporte oportuniza a mudança de vida.

“Hoje, nós somos quatro equipes de competição. Estamos inscritos na Federação Gaúcha de Handebol, na Confederação Brasileira de Handebol, e participamos com o sub12, sub14, sub18 e sub21, com equipes de competição”, explicou o professor que atuou por longo período no Colégio Estadual Senador Alberto Pasqualini.

Ele esclareceu que as atividades do projeto social e de rendimento se mantêm não somente pelos esforços dos pais, mas também por parcerias com a Prefeitura, as secretarias municipais de Educação, de Esporte e Lazer, através de termos de fomento e de cooperação, assim como com recursos direcionados ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, instituído e regido pela Lei Municipal nº 2.822/2015.

Ele explicou que a Liga Hamburguense se inscreve em editais, concorre e recebe recursos que pagam bola, espaço, materiais, deslocamento, professores, monitores e merenda. Além disso, lembrou que as emendas dos vereadores também auxiliam a manutenção do projeto, assim como o Pró-esporte, bancado pelo governo estadual, no qual empresários recebem desconto do ICMS ao investirem nas iniciativas inscritas e aprovadas. Em seu pronunciamento, Renato lamentou que o Bolsa Atleta, aprovado pela Câmara Municipal de Novo Hamburgo no ano passado, não tenha sido colocado em prática. “Ninguém recebeu nenhum centavo. Tanta criança que pratica esporte, que precisa de um par de tênis, que precisa de uma passagem para ir até o espaço do treino”, elencou, pedindo a união de todos para que o benefício seja concedido.

Após o apontamento de Renato, a vereadora Professora Luciana Martins (PT) lamentou que a lei não seja cumprida e disse ter apresentado emenda à proposição para torná-la efetiva à época da aprovação.

Ao falar sobre o potencial das atletas de Novo Hamburgo, o coordenador técnico citou o nome da goleira hamburguense Bárbara Arenhart, conhecida como Babi Arenhart, que se tornou campeã mundial com a Seleção Brasileira em 2013.

Pronunciamento dos vereadores

A atuação do coordenador técnico foi elogiada por diversos parlamentares, alguns deles com envolvimento direto com o handebol, como a vereadora Daia Hanich (MDB), ex-atleta, treinada por Renato, e Giovani Caju (PP).

“Na década de 90, era impressionante, professor, o material humano que nós tínhamos em Novo Hamburgo. O nosso município era a capital nacional do handebol, principalmente o feminino. As meninas eram reconhecidas em qualquer lugar do país”, disse Caju, lembrando que as estudantes do Pasqualini chegaram a ir para o Mundial da França à época.

“Tenho muito orgulho de ter sido sua aluna. Nós falamos em Maceió, França, mas não tens ideia de como é importante uma criança como eu, que vinha de uma escola pública, poder entrar numa escola particular e ver como é o ambiente daqueles estudantes? Tudo isso o senhor me proporcionou por meio do handebol”, apontou Daia. A parlamentar destacou que valores e princípios foram reforçados pelo esporte, tais como disciplina e responsabilidade. “Quantas outras crianças e adolescentes se tornaram um adulto melhor por causa do esporte”, disse a vereadora.

Enio Brizola (PT) contou que sua sobrinha faz parte da equipe que viajou a Maceió. E destacou a importância do desenvolvimento de uma prática esportiva que contempla as meninas, proporcionando desenvolvimento esportivo com reflexos positivos no processo de educação.

Deza Guerreiro (PP) declarou que a divulgação e o incentivo à liga possibilitarão que a prática seja estendida a escolas de outros bairros.

Eliton Ávila (Podemos) frisou que só será possível combater as desigualdades criando oportunidades e que as atividades do grupo mudam a vida das crianças, afastando-as do caminho errado.

Ao encerrar os pronunciamentos, o proponente Ito Luciano disse que, na época em que presidia o clube Olaria, 34 atletas se tornaram posteriormente profissionais, entre eles, Alisson e Muriel Becker. Ele frisou a importância de se divulgar o trabalho desenvolvido por Renato, seus familiares e a equipe da Liga Hamburguense para que mais apoiadores auxiliem os atletas e mudem a vida dos jovens que participam das atividades.

Mais informações sobre a Liga Hamburguense de Handebol

Telefone: (51) 3593-5876
E-mail: ligahamburguensedehandebol@gmail.com

registrado em: