Câmara de Novo Hamburgo aprova criação do Dia do Patriota
“O patriota é aquele que ama seu país e procura servi-lo da melhor forma possível, com um sentimento voluntário de amor e pertencimento. Ama sinceramente os heróis e os pais fundadores da nação, suas riquezas naturais e compartilha desse sentimento com todos que fazem o mesmo. O patriotismo está acima do amor por um governo ou partido específico. Engloba o amor por todo o conjunto de valores, tradições e gestos que um determinado povo comporta. O patriota luta para que esses símbolos sejam preservados, valorizados e transmitidos, tudo isso aliado à construção de uma sociedade melhor”, fundamentou o proponente, correligionário de Bolsonaro.
O PL nº 9/2025 recebeu os votos contrários de Daia Hanich (MDB), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Nor Boeno (MDB) e Professora Luciana Martins (PT). Daia e Eliton justificaram seus posicionamentos lembrando a existência de outras datas que julgam ter finalidades semelhantes, como o 7 de setembro e o 15 de novembro. “Além disso, precisamos evitar nesta Casa a polarização entre direita e esquerda”, opinou Daia. “Volto a frisar que sempre me posicionarei contrário a pautas relacionadas a questões ideológicas, seja o lado que for”, antecipou Eliton.
Ito Luciano (Podemos) expôs interpretação diferente. “Criar uma nova data não prejudica as outras”, rebateu.
Como foi a votação em plenário*:
- Votaram a favor (7): Deza Guerreiro (PP), Giovani Caju (PP), Ico Heming (Podemos), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Juliano Souto (PL) e Ricardo Ritter – Ica (MDB)
- Votaram contra (6): Daia Hanich (MDB), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Nor Boeno (MDB) e Professora Luciana Martins (PT)
* O presidente Cristiano Coller (PP) votaria apenas em caso de empate.
A aprovação em primeiro turno
Na Câmara de Novo Hamburgo, os projetos são sempre apreciados em plenário duas vezes. Um dos objetivos é tornar o processo (que se inicia com a leitura da proposta no Expediente, quando começa sua tramitação) ainda mais transparente. O resultado que vale de fato é o da segunda votação, geralmente realizada na sessão seguinte. Assim, um projeto pode ser aprovado em primeiro turno e rejeitado em segundo – ou vice-versa.