Rotary Club 25 de Julho tem projeto de utilidade pública aprovado pelos parlamentares
Fundado em 9 de novembro de 1968, o Rotary Club 25 de Julho é um dos clubes de serviço mais tradicionais do município. Conforme a justificativa do projeto, a entidade já desenvolveu mais de uma centena de ações e projetos sociais, com impacto direto na comunidade local e regional.
Entre as iniciativas mais recentes está a criação da ONG Iluminar Educação e Saúde, em 2022, por meio do Núcleo Rotário de Desenvolvimento Comunitário (NRDC), no bairro Santo Afonso. Outro destaque foi a atuação na iniciativa “Resposta às enchentes de maio de 2024”, coordenada pelo Distrito 4670 do Rotary.
Na ocasião, o clube participou ativamente de todas as etapas de auxílio aos desabrigados, envolvendo a distribuição e fiscalização de alimentos, materiais de limpeza, medicamentos e recursos destinados à reconstrução das áreas atingidas, além de campanhas de arrecadação realizadas em Novo Hamburgo e São Leopoldo.
Outra ação importante desenvolvida pela entidade é a “Campanha do Lacre”, iniciada em 2015. O projeto transforma lacres de alumínio retirados de latinhas de bebidas em cadeiras de rodas, destinadas a entidades beneficentes, como a Associação de Assistência em Oncopediatria - Amo Criança. Desde o início da campanha, foram arrecadados cerca de 5 mil quilos de lacres, o equivalente a aproximadamente 16 milhões de unidades, resultando na doação de 44 cadeiras de rodas, além de outras 10 doadas por cidadãos sensibilizados pela iniciativa.
Saiba mais sobre o Projeto de Lei nº 126 de 2025
Ao defender a proposta na tribuna, Felipe Kuhn Braun destacou o impacto social das ações desenvolvidas pelo clube, especialmente na área da educação. “O projeto de robótica nas escolas, que hoje atende 18 instituições de ensino, é o carro-chefe do Rotary 25 de Julho. A entidade atua, muitas vezes, onde o poder público não consegue chegar. Podemos, por meio desta aprovação, registrar o reconhecimento da Câmara a esse trabalho. Vocês fazem a diferença a curto e a longo prazo. Agradeço a este time que está aqui presente hoje”, afirmou.
A vereadora Professora Luciana Martins (PT) parabenizou o autor da matéria e também ressaltou o alcance educacional da iniciativa. “São 18 escolas que hoje têm acesso a kits de robótica e a outras ações importantes. Este Legislativo valida e reconhece esse trabalho que o Rotary realiza a serviço da sociedade. Parabéns a todos”, declarou.
Giovani Caju (PP) também manifestou apoio à proposta. “Continuem fazendo esse lindo trabalho em prol das nossas crianças”, disse.
O vereador Ricardo Ritter – Ica (MDB) destacou o papel dos clubes de serviço no atendimento às demandas da comunidade. “Vocês têm uma capacidade de atuação muito ágil e conseguem, muitas vezes, atender de forma mais rápida do que o poder público. Esse trabalho merece reconhecimento”, pontuou.
Representando o Rotary 25 de Julho, Afonso José Pinto Jr., Jorge Wojcicki Silva, Luiz Francisco Scheid, Juelcir Savanim, Lourdes Frerla e Alvanir Hoffmann prestigiaram a votação do projeto da Tribuna de Honra.
Rotary Club
Criado em Chicago, no início do século XX, o Rotary International consolidou-se ao longo dos anos como uma organização internacional de clubes de serviço. Conhecidos como rotarianos, seus membros atuam de forma voluntária em suas comunidades, promovendo a ética nos negócios e desenvolvendo projetos em áreas como saúde, educação e desenvolvimento social.
Para o projeto virar lei
Para que um projeto se torne lei após a aprovação em segunda votação, ele deve ser encaminhado à Prefeitura, onde poderá ser sancionado e promulgado (assinado) pelo prefeito. Em seguida, o texto deve ser publicado, para que todos tenham conhecimento do novo regramento. Caso o documento não receba sanção no prazo legal de 15 dias úteis, ele retorna à Câmara, que fará a promulgação e ordenará sua publicação. Quando isso ocorre, diz-se que houve sanção tácita por parte do prefeito.
Há ainda a possibilidade de o projeto ser vetado — parcial ou totalmente — pelo prefeito. Nesse caso, o veto é analisado pelos vereadores, que podem acatá-lo, impedindo que o projeto se torne lei, ou derrubá-lo, situação em que a proposta será promulgada e publicada pela Câmara.