Câmara homenageia 30 anos da Aevas
"A Aevas existe há 30 anos como pessoa jurídica, mas há mais de 50 anos desenvolve ações em Novo Hamburgo. A associação teve sua semente plantada em 1968. Na realidade, devemos lembrar aqueles que, lá atrás, fizeram essa história”, afirmou, recordando que há pessoas atualmente na diretoria que já integravam, naquela época, o grupo de idealizadores da proposta.
Da tribuna do Parlamento, ele relatou que senhoras da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Novo Hamburgo, que, na época, ficava junto à Igreja da Ascensão, no Centro, recolhiam materiais e os entregavam a pessoas carentes. Ele informou que, ao perceberem as necessidades da população hamburguense, tiveram de procurar um espaço. “Em 1970, a Roselândia foi o local escolhido, devido à falta de recursos. Na ocasião, uma família doou um espaço dentro de uma chácara, com cerca de 2 mil metros quadrados, onde hoje existe o nosso Centro Comunitário Raio de Sol”, acrescentou.
Laux informou que, anteriormente, funcionava no local uma creche. Hoje, junto ao Centro Comunitário, são acolhidas crianças e senhoras. No espaço, também são oferecidas oficinas de robótica, capoeira, música, corte e costura e padaria, com o auxílio de voluntários.
Entre as atividades, constam também as ações desenvolvidas no bairro Primavera, por meio do Centro Cristão Feminino (Cecrife). O local foi construído graças a um mutirão iniciado em 1977, com o intuito de abrigar e acolher gestantes da região. “A casa que existe lá é fruto do povo hamburguense”, comentou, referindo-se à campanha para construir o centro, liderada por cidadãs de Novo Hamburgo, que beneficiou também habitantes de outras cidades e estados.
“A Aevas herdou esses dois espaços: o Raio de Sol e o Cecrife, onde funcionam duas casas-lares que atendem jovens de 0 a 18 anos”, explicou, acrescentando que a instituição detém a guarda dos acolhidos.
A parceria com a Prefeitura teve início em 2004. Antes desse período, conforme Laux, todas as despesas eram custeadas pela Comunidade Evangélica. Por meio de licitação, a Aevas faz ainda a gestão de seis escolas municipais de educação infantil.
Não foi apenas Laux quem falou sobre a magnitude do legado da entidade. Daia Hanich apresentou aos colegas os números de atendimentos. “A Aevas atende centenas de pessoas, com destaque para as 692 crianças matriculadas nas seis escolas municipais, além do trabalho realizado nas casas-lares, no Cecrife e no Centro Comunitário Raio de Sol. Por trás desses números, existem histórias, famílias e vidas transformadas. Isso só é possível graças à dedicação de colaboradores, voluntários, dirigentes e parceiros que fazem parte dessa caminhada”, complementou a vereadora.
Nas unidades sociais, são atendidas também 123 crianças e adolescentes, conforme informou o presidente da Aevas.
Pronunciamento dos vereadores
“A Aevas tem toda essa conexão com a Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), com a Comunidade de Confissão Luterana e, lá atrás, com a própria Oase (Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas), que faz um trabalho social enorme. Somos testemunhas do quanto isso faz a diferença para muitas crianças e, depois, para jovens e adultos. Para a sociedade, é um trabalho fundamental. É uma associação que recebe recursos e emendas parlamentares. Sabemos como vocês impactam positivamente a sociedade por meio do trabalho social e de tudo o que se conecta com essas crianças”, disse o vereador Felipe Kuhn Braun (PSDB).
Professora Luciana Martins (PT) exaltou a existência e a atuação da entidade. “Feliz da cidade que tem uma instituição que, durante todo esse tempo, acompanha as políticas públicas de inclusão”, acrescentou, lembrando a importância do trabalho das casas-lares no atendimento a mulheres e crianças.
Colega de partido, Enio Brizola também ressaltou a importância da contribuição social da entidade para o fortalecimento de vínculos. “Parabéns! Contem com nosso mandato para continuar apoiando as ações tão necessárias da Aevas”, disse.
O parlamentar Cristiano Coller (PP) elencou as iniciativas desenvolvidas ao longo dos anos para manter o funcionamento da instituição, tais como o brechó solidário e a Pizza do Bem, que será realizada este ano no dia 13 de novembro. “Mais do que um evento beneficente, é uma oportunidade de reunir pessoas, aproximar a comunidade e fortalecer as ações sociais desenvolvidas. Manter uma instituição social ativa por 30 anos exige organização, responsabilidade, dedicação e, principalmente, pessoas comprometidas com aquilo que fazem”, finalizou.
O apoio à entidade não ocorre somente por meio de doações, mas também pela destinação de emendas parlamentares e de recursos do Imposto de Renda. “O que nos permite continuar é o apoio das empresas que contribuem por meio da destinação de parte do imposto. Em vez de esse valor ir para o Governo Federal, ele é destinado diretamente à Aevas. Esses recursos são captados, e conseguimos acessá-los por meio de projetos sociais”, esclareceu Laux, depois de receber um quadro comemorativo pelos 30 anos de história da instituição.
Da tribuna de honra, acompanharam a homenagem Bernadete Hoffmann, vice-presidente da Aevas; Nilci Maria Zirbes, vice-tesoureira; e Daniela Ferreira, gestora de projetos da instituição.
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