Artista plástico critica “desmonte” enfrentado pelo setor cultural em Novo Hamburgo

por Luís Francisco Caselani última modificação 13/07/2026 21h34
13/07/2026 – A sessão plenária desta segunda-feira, 13, contou com a participação do cidadão Alexandre Reis no espaço destinado à Tribuna Popular. Em sua manifestação, o artista plástico fez duras críticas às políticas culturais conduzidas pelo prefeito Gustavo Finck e pediu sensibilidade dos vereadores à pauta. “Considerem a cultura da mesma forma que consideram a saúde e a educação. Deveríamos ter espaços culturais comunitários e populares em cada bairro pra reduzirmos a criminalidade, melhorarmos a dignidade e trazermos uma perspectiva de futuro”, salientou.
Artista plástico critica “desmonte” enfrentado pelo setor cultural em Novo Hamburgo

Crédito: Moris Musskopf/CMNH

Reis iniciou sua fala lembrando a publicação da Lei Finck, proposta pelo atual prefeito enquanto ainda vereador. A norma, promulgada em 2024, passou a proibir na cidade a realização de eventos festivos financiados com recursos públicos durante a vigência de decretos de situação de emergência ou estado de calamidade. “Nas palavras dele, não teríamos, após a enchente, o que comemorar. Mas precisamos refletir o papel da arte e da cultura, que também é terapêutico e acolhedor”, frisou.

Os artistas acolhem a cidade, mas a cidade acolhe os artistas? É dever do município, do estado e do país valorizar a sua cultura e os seus artistas. E isso é um direito por lei”, continuou Reis, que enumerou uma série de decisões controversas adotadas pela atual gestão. “Esse desmonte que vem acontecendo é fruto desta administração. Quando Finck assume a Prefeitura, ele faz o decreto da calamidade financeira, sem nenhuma ação cultural e sem o depósito do Funcultura, porque não houve edital. Quando Finck assume, ele fragiliza todo um setor, toda uma economia, toda uma classe trabalhadora. Ele tenta desmontar a Orquestra de Sopros, que é tombada. Os músicos tiveram que lutar por sua permanência. Da mesma forma, ele acabou com o Espaço Cultural Albano Hartz, que estava ocupado há mais de 20 anos, com a promessa de fazer seu ‘gabinete popular’”, lembrou o artista plástico, que pediu o apoio dos parlamentares às reivindicações do segmento.

Tribuna Popular

A participação de cidadãos durante a sessão é viabilizada pela Resolução nº 11/1999. A normativa garante o direito à manifestação em plenário de opiniões, críticas e reivindicações. Para ocuparem a Tribuna Popular, as pessoas devem se inscrever junto à Secretaria da Câmara, no terceiro andar do Palácio 5 de Abril, informando o assunto de interesse público que será abordado. Os espaços de fala têm duração de até dez minutos. Novo uso da Tribuna Popular pelo mesmo cidadão só é permitido após transcorridos 60 dias.

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