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22 - Gerson Peteffi

PRONUNCIAMENTO DO VEREADOR GERSON PETEFFI DURANTE A ORDEM DO DIA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 22 DE FEVEREIRO DE 2016

 

Sr. Presidente, vereador Antonio Lucas, senhores vereadores que compõem a Mesa, Sra. Diretora, telespectadores, senhoras e senhores que... aqui presentes, em especial os professores, nossos colegas funcionários públicos municipais. Eu quero, Sr. Presidente, ahm, ficar ao lado dos vereadores que propuseram essa moção de apoio a essa lei federal que apoia, que aprova, tenta colocar em parâmetros legais a professora, o professor junto aos alunos na... no almoço, no lanche, enfim, no... no que é mais básico do convívio que além do estudo. É como se falou aqui: a questão didática, pedagógica, o exemplo, que muitas vezes as famílias estão... ahm... não fazendo esse trabalho, que é um trabalho... ahm... peculiar, que é um trabalho que deveria ser na base da família, mas a família traz e delega aos professores aquela responsabilidade maior, que é, além da educação do filho, a questão dos bons modos, do convívio diário, da civilidade, que tem que se ter dentro de um almoço, dentro de uma janta, dentro de uma merenda. Isso, vocês estão de parabéns. Mas vocês sabem como é o Congresso Nacional. Vocês sabem que o projeto – eu escutei bem atentamente – está tramitando desde 2009. Já se vão sete anos, seis anos, sete anos de tramitação por um projeto que eu considero simples, considero muito fácil de resolver. Mas ele não é tão simples assim, vocês viram que já temos aqui posições jurídicas antagônicas ao projeto. E o vereador Issur, que me antecedeu aqui na fala – que eu também quero seguir este caminho – na fala do processo didático, na fala do que o Executivo pode ser sensível e trazer a Novo Hamburgo a solução do problema e não esperar por Brasília, que nunca vai chegar. Esse projeto, com todo respeito, vamos fazer a moção, estou de apoio aos senhores, louvo a posição dos senhores vereadores, mas ele, infelizmente, não vai sair de Brasília, não vai sair de Brasília, eu creio que não vá. Então, vai precisar do apoio nosso, dos vereadores, da vereadora, do prefeito, da secretária de saúde, da secretária de educação, que tem que ter sensibilidade e rever o vale-refeição, o tíquete-refeição dos professores... Fazer algum estudo, alguma boa vontade, que o Executivo tenha boa vontade com os professores e com os funcionários em geral, fazendo com que as crianças, Sr. Presidente, é que recebam esse benefício. Porque a professora em si não é necessária, não é, ela está ali como uma, uma auxiliar, uma amiga, uma mãe, que muitas vezes as crianças não têm lá e tem que ter ali na hora do almoço, até para manter a ordem, a disciplina, na alimentação, para ser produtivo. Mas, apesar desse momento, desse viés pedagógico, eu quero trazer aqui aos senhores, e não tenho a menor dúvida que a professora que me mandou isso aqui está falando a verdade, eu acredito nela, é minha amiga, a família é minha amiga e eu vou ler aqui aos senhores - e não, claro que vou privar o nome da professora e do colégio – que ela me mandou. Porque esse assunto, ela mandou já na semana passada, e eu fiz o requerimento, pedi à Secretaria  da Educação todos os últimos seis meses, alimentação, o quanto que cada escola ganha, quanto que a escola agora está sendo... ahm... retirado, quantos alunos almoçam, quantas professoras almoçam... Eu quero saber para ter esse embasamento. Mas a minha... a professora disse assim: Abre aspas: “Numa reunião realizada com merendeiros e diretores, no dia doze de fevereiro, foi passado que nem professores, nem funcionários poderiam almoçar na escola, pois estavam gerando um custo muito alto. Nem mesmo os merendeiros poderão comer a merenda escolar, o que inclui o almoço. Sendo assim, reduziram a quantidade de alimentos” - e agora é que eu deixo aqui, à base do governo, a situação que eu acho mais estranha, mais dramática - “a merenda também não chegou até as escolas”, diz a professora. “Foi entregue carnes, frutas e verduras, mas o rancho com arroz, massa, polenta, feijão e leite não veio. Estamos utilizando o que sobrou do ano passado. Exemplo: ano passado ganhamos vinte e quatro quilos de carne, diariamente, agora temos onze, porém, a quantidade de alunos continua a mesma. Temos um cardápio sugerido pela nutricionista, mas não podemos segui-lo pois não temos alimentos suficientes”. É isso que eu não posso me conformar, Sr. Presidente. As leis, as nossa boa vontade com o Senado, com o Congresso, a boa vontade do Executivo, que é muito tênue, com o funcionário público, não pode tropeçar nessa denúncia que a merenda, que... que o volume de merenda está sendo reduzido e os alunos estão no mesmo número ou mais. Então, esse é um tema, é um assunto peculiar, que deixo aqui à apreciação dos senhores, para que, logo ali na frente, me desmintam ou não, isto que eu estou proferindo aqui na tribuna: que escolas do Município estão recebendo a metade ou um pouquinho mais, sei lá, da merenda que recebiam no ano anterior, sendo que as crianças continuam com o mesmo número. E isto é grave.




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